Na crise econômica, montar um negócio pode ser uma forma de fugir do desemprego, ou ainda uma oportunidade de ganhar mais do que como funcionário. No entanto, neste período de incertezas aumenta o medo do empreendimento ir por água abaixo.

Vanessa Nazário tem um salão de beleza. Queli Dias investe na confecção de roupas fitness com estampas exclusivas. Camille Valverde vende cosméticos e bijouterias. Elas fazem parte de um universo de mais de 6,5 milhões de brasileiros que optaram pelo microempreendedorismo para sobreviver, reduzindo despesas com impostos. Um crescimento de um milhão de novos microempreendedores nos últimos 12 meses. São pessoas que se formalizaram com pequenos negócios, com faturamento anual de até R$ 60 mil, e se tornaram microempreendedores individuais (MEI).

A designer de estampas Queli Dias é exemplo de quem vestiu a camisa de microempreendedora. Dona da Fenomenalle, empresa de confecção de roupas fitness, ela acredita que a maior vantagem é a possibilidade de pagar tributos menores. “Outra facilidade é que essa modalidade não exige contador. O próprio empreendedor pode fazer seus controles financeiros e consegue um crescimento saudável”, analisa.

São trabalhadores que passam a ter benefícios, como CNPJ, aposentadoria, auxílio-maternidade, auxílio-doença e redução de carga tributária. Direitos que deram à cabeleireira Vanessa Nazzari uma sensação de segurança nos últimos cinco anos, quando se tornou microempreendedora individual. “Na prática, para quem é autônomo, essa é uma forma de ter tranquilidade para trabalhar. A formalização dá segurança e também facilita acesso ao crédito e juros menores no banco”, afirma.

Neste período de crise econômica realmente o melhor formato de empresa para quem deseja começar algum tipo de negócio é o Mei, desde que se enquadre as regras estabelecidas pela Receita Federal.

Fonte:

www.exame.com.br/pme

www.odia.ig.com.br/economia/2016-10-06/o-proprio-negocio-e-uma-das-alternativas-em-meio-a-crise.html